Doce ou Travessura?

Este ano o Halloween, mais uma vez, se superou. A começar pelo local. A Chácara Executivo, pelo menos três vezes maior que a escolhida ano passado, abrigou muito bem as cerca de cem cabeças roqueiras que estiveram lá na noite de sábado. 

Antes de entrar na festa já se notava os adornos estilo Bakada. Como cartão de visita estava pintada num tecido uma enorme máscara do Pânico, conhecido filme de terror. Todos tinham de passar por sua boca para entrar no mágico mundo do Halloween.

A mágica estava na decoração, que, como disse no texto anterior, é o maior forte da festa. Ninguém resiste a observar cada detalhe das pinturas florescentes cheias de bruxas e duendes,  as esculturas psicodélicas de olhos, cogumelos, aranhas e suas respectivas teias.

O palco desta vez, em comparação à última edição, estava muito melhor estruturado. Uma iluminação tão bacana quanto a decoração. E com direito a fumaça. No entanto o som estava “rasgado”, o que não impediu a curtição dos shows e a formação de várias rodas.

Veterana no Halloween, a The Crokes de Paracatu mandou seu punk core com doses cavalares de irreverência. Em especial nas performances de seu vocalista, vulgo Bruxo, que, dentre outras peripécias, marca o tempo das músicas com seu cajado.

Depois, foi a vez do hard rock da Kábula. A banda enfrentou os 150 km que dividem o DF de Unaí para tocar músicas de seu disco "Na Estrada". Dá pra ver que os rockers fazem jus ao nome que deram ao CD. Eles conseguiram empolgar a galera e arrancaram alguns moshs. Logo após o show retornaram para o Planalto Central.

A banda Verenna tocou em seguida e abriram o bloco das duas bandas anfitriãs. Os meninos mostraram seu hard/rapcore e fizeram a diferença do som da noite. Por falar nisso, não se pôde reclamar da variedade de estilos.

O punk rock dos Ramones fechou os shows da noite. A banda BeerHead trouxe o revivew à tona e, apesar de ficar longe de um cover perfeito, fez um bom show de estreia, além de fazer muita gente cantar os clássicos dos nova-iorquinos.

O resto da festa aconteceu com o som dos DJs, mas foi a chuva que resolveu tentar acabar com a noite. No entanto, não espantou muitos roqueiros que continuaram por lá se divertindo ou curtindo a preguiça e vários mais animados que dançaram até o sol ficar alto.

Umas seis barracas foram montadas no gramadão, o que garantiu aos seus donos estadia até o início da tarde de domingo.

Todo aquele espaço e investimento na decoração deixaram o pesar de que a festa poderia se estender por pelo menos mais um dia. Fica a dica pro Bakada. Quem sabe ano que vem o Halloween não se torna um festival que dure um final de semana inteiro ou um feriado? Se o número de pessoas continuar progressivo, será viável. Estrutura, organização e experiência já existem.

Texto: Marina Bártholo.

Fotos: Marina Bártholo, Marcello Manson, Dricka, Henrique Rodrigues.

Vídeos: Henrique Rodrigues..

 

 
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